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O Brasil tem tecnologia e poderia estar em situação diferente, como os Brics China, Rússia e Índia, mas os governos não agiram e não deixaram. E mesmo assim querem reabrir escolas, obrigando a categoria a entrar em greve em defesa da vida de adultos e crianças!

Cerca e 17 milhões de pessoas no planeta já foram vacina das contra Covid, segundo levantamento da Universidade Americana John Fox. Isso representa menos de 0,5% da população global e está concentrada em países ricos. Eles, que abrigam cerca de 16% dos habitantes do planeta, abocanharam 60% das doses até aqui disponíveis.

Poucos países já alcançaram um alto percentual de vacinados, capaz de mostrar os efeitos positivos da imunização. Israel é um dos poucos. Lá, já houve queda abrupta das taxas de contaminação.

Mas mesmo em países em que a vacinação está avançada, a doença persiste. Como no Reino Unido, onde mais de 100 crianças já estão indo parar nos hospitais a cada semana com uma síndrome rara que está aparecendo semanas após a infecção por coronavírus, mostrando que a reabertura das escolas é um enorme perigo não só para os profissionais de educação – veja mais AQUI.

Brasil sem vacina

Por outro lado, os países que carecem de material para produção atrasaram o início da vacinação. É o caso do Brasil, que está recebendo vacinas e insumos em conta-gotas, aos poucos. Com isso, vai demorar muito tempo para atingir a imunidade coletiva e muitos milhares de brasileiros ainda vão perder a vida por isso.

Mesmo assim, os governos insistem em reabrir as escolas, espaços propícios para o contágio, o que obrigou a categoria a decretar greve a partir de 10 de fevereiro – veja AQUI.

Por que o Brasil está na rabeira, enquanto os Brics decolam?

O governo brasileiro foi na onda do ex-presidente Trump e não aderiu aos consórcios formados para estudo e desenvolvimento da vacina. Negou a gravidade da doença, demorou e atrasou as medidas, largou testes apodrecendo num aeroporto, até oxigênio deixou faltar.

E não usou sua tecnologia nem sua capacidade de produção das vacinas. Caminho contrário ao adotado por China, Rússia e Índia. Esses países se esforçaram, tiveram visão de mercado e de futuro, vontade de ampliar seu papel e desenvolveram vacinas próprias. Agora despontam como potenciais fornecedores para além do mundo rico.

São os Brics, lembra deles? Aquele grupo de países emergentes que se uniram por um longo período para se desenvolverem solidariamente e escaparem da dependência dos países ricos. Agora o Brasil depende deles.

O que fazer?

Com o atual governo, o Brasil abandonou o grupo, apesar de ser um de seus mais promissores membros. Só para dar uma ideia, Índia e Rússia só tem um produtor de vacinas cada, enquanto o Brasil tem dois, o Butantã e a FioCruz, esta usada pelo governo para produzir cloroquina. Tem também maior tradição e experiência na produção de vacinas em grande escala e um parque produtivo de insumos biomédicos.

Mas o Brasil perdeu o bonde, ficou fora e vai pagar caro por isso, em dinheiro e em vidas. Precisa, e muito, das vacinas de seus antigos parceiros de BRICS.

Ainda daria tempo de o país se posicionar neste mercado, usando sua experiência de produção e imunização em larga escala. Mas está difícil ter esperança frente às atitudes do governo federal e das disputas políticas envolvidas nas ações dos estaduais, que muito falam, mas pouco efetivam.

O Brasil está à deriva por culpa de governos ao mesmo tempo incompetentes e neoliberais, voltados a satisfazer os interesses do mercado, dos bancos e empresas, e virados de costas para as necessidades de suas populações.

Alguma coisa precisa mudar no futuro próximo, inclusive porque a maioria de votos que elegem esses governos vem do povo que está sendo prejudicado.

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