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O SINESP é filiado ao DIAP, Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, e ao DIEESE, Departamento Intersindical de Estatística e Análise Socioeconômica, por isso publica as análises feitas a partir do ponto de vista dos trabalhadores.

Que Brasil emergirá da crise provocada pelo coronavírus? O projeto neoliberal encampado pelo governo sairá enfraquecido? Haverá mais investimento social e menos desemprego, ou o contrário? O povo sairá mais maduro politicamente? A evidência da importância do SUS e do investimento em pesquisa forçará mudanças na política de austeridade, de desinvestimento e privatização que vem sendo adotada há anos?

O coronavírus pegou o Brasil num cenário de anemia econômica, com o mercado de trabalho ainda mais precarizado devido às reformas trabalhistas recentes.

A economia brasileira, em 2019, registrou crescimento de apenas 1,1% do PIB, com o desemprego atingindo recordes sucessivos, e para 2020 as projeções indicavam números tão ou mais raquíticos.

Com a pandemia, as projeções de várias instituições financeiras e do próprio governo apontam para um resultado negativo, ou próximo de zero, do PIB em 2020.

A tabela abaixo mostra previsões do DIEESE, que ainda podem ser consideradas “otimistas”, dada a completa incerteza sobre a intensidade e a duração dos efeitos do coronavirus na economia brasileira.

DIEESE AnaliseCoronavirus Tabela 

Mudança necessária

Abandonar a ética da acumulação e do egoísmo, o fetiche do dinheiro, do lucro, tem criado uma falsa contradição entre a economia e a vida. Não há contradição. É preciso salvar ambas!

Mas enquanto a necessidade de expansão da rede pública de saúde fica evidente diante das dificuldades de se lidar com a pandemia e para salvar vidas, e a alta do desemprego bate à porta, o governo federal tem apenas remanejado recursos do Orçamento da União e antecipado o pagamento de despesas.

Nada fez para atender as demandas urgentes para o enfrentamento da pandemia. Não coordena estratégia de mitigação dos efeitos da pandemia sobre as condições de vida da população. Não costura a necessária articulação com a forças políticas no Congresso, com governadores e prefeitos, com o judiciário.

E aproveita para retirar mais direitos e conquistas dos trabalhadores (aprofundando a Reforma Trabalhista), a pretexto de combater a pandemia. Está na contramão das melhores práticas do que vem sendo feito no mundo inteiro. E cogita, ainda, a edição de nova MP, que suspenderá os contratos de trabalho por 2 meses.

Sem a necessária reação do povo trabalhador e seus representantes, o futuro será sombrio.

Veja AQUI a análise do DIEESE e AQUI a do DIAP.

Boa leitura!

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