Aconteceu no SINESP
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Os vários anos de desconstrução das redes sociais, da prefeitura especificamente Educação, Saúde, Assistência Social, leva a que existam hoje muitas dificuldades na proteção à população, sobretudo a carente, que aparecem dramaticamente no combate à crise sanitária e no aprofundamento à crise econômica imposta pelo coronavírus.

JGuilhermeÉ o que afirma o experiente analista político, assessor sindical do SINESP e de Centrais Sindicais, conhecedor das discussões e arranjos entre poderes e a influência das forças sociais sobre eles, em entrevista concedida à Imprensa do SINESP.

João Guilherme defende que o diálogo com entidades como o SINESP, que propiciou durante todos esses anos a análise da situação através do Retrato da Rede e da interação permanente com a categoria, seria necessário para os governantes encaminharem as medidas corretas na rede pública de educação nesse momento de luta contra o coronavírus.

Ele recomenda a exigência de que medidas corretas, concretas, válidas e objetivas sejam executadas, com atenção muito grande à materialização, à objetivação dessa medidas, sobretudo uma melhor coordenação das atividades das subprefeituras, que estão em sua maioria com falta de comando.

 

O governo federal e o congresso vêm tomando medidas para enfrentar a pandemia, a PEC 10 emergencial, a ajuda financeira que o governo propôs ser de R$ 200,00 e o congresso aumentou para R$ 600,00. Comente um pouco sobre elas e aponte outras medidas necessárias nesse momento.

João Guilherme - Todas as medidas até agora tomadas respondem a uma necessidade dos brasileiros, são algumas de origem no Executivo, a maioria delas passando pelo Legislativo, como não podia deixar de ser.

As distorções contidas nessas medidas, como aquela que autoriza o Banco Central a comprar dívidas de bancos com o dinheiro público, devem e estão sendo apontadas e combatidas junto ao Parlamento.

Mesmo as que vão no bom sentido devem ser completadas com exigência de que seus efeitos possam se fazer sentir imediatamente. Por exemplo, de que adianta a promessa de um auxílio de R$ 600,00, que é insuficiente, se não chega imediatamente às pessoas necessitadas. Acredito também que deveríamos insistir na necessidade do isolamento social como a única maneira correta de enfrentarmos o coronavírus.

 

Embora corretos na decretação da quarentena e do isolamento social, a única medida social tomada até agora pelo Prefeito Bruno Covas e o governador João Dória foi conceder a merenda, com baixo valor e acesso limitado aos inscritos em programas sociais. O que mais poderiam fazer para auxiliar a população?

J.G - A orientação estratégica do governador e do prefeito, de distanciamento social, está correta. No entanto, vejo uma grande contradição entre a estratégia correta e a dificuldade permanente em sua materialização e aplicação efetiva.

Acredito que não é hora de atirar pedras, mas sim de propor alternativas. Eu recomendaria uma atenção muito grande à materialização, à objetivação de medidas pontuais corretas, sobretudo uma melhor coordenação das atividades das subprefeituras, que estão atualmente numa verdadeira “barata voa” por falta de um comando.

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Temos que compreender que anos de desconstrução das redes sociais, da prefeitura especificamente – Educação, Saúde, Assistência Social – leva a que existam hoje muitas dificuldades.

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Acredito que o gestor público, qualquer que seja o seu nível, avançaria muito ao procurar se aconselhar com entidades que permanentemente têm sugerido, proposto e militado por medidas correta.

Por exemplo, o SINESP durante quase quinze anos tem promovido a pesquisa Retrato da Rede junto à sua base, mostrando a real situação da RME. Ora, o diálogo com entidades como o SINESP, que propiciou durante todos esses anos a análise da situação, seria altamente vantajosa para os gestores  governamentais encaminharem as medidas necessárias na rede pública de educação nesse momento de luta contra o corona vírus.

 

Veja AQUI o Retrato da Rede 2019.
O 2020 está em fase final de elaboração e em breve estará disponível!

 

Com base na sua larga experiência política, social e sindical, diga como deve se organizar a sociedade civil nesse grave momento da vida nacional?  

J.G - Em primeiro lugar eu afirmo que o brasileiro vencerá a crise e a luta contra o coronavírus, apesar da falta, da insuficiência ou da irresponsabilidade de algumas lideranças e governos.

Eu confio na nossa capacidade – da sociedade, das organizações que a compõem, principalmente a rede sindical – de vencer essa batalha.

Sugiro:

●manter o isolamento social;

●exercer a solidariedade social; a sociedade tem que ser desafiada a se mostrar melhor do que ela é, com o mais alto potencial de solidariedade que possa exercer;

●que organizemos a exigência de que medidas corretas, concretas, válidas e objetivas sejam executadas, que o dinheiro chegue à mão das pessoas, por exemplo;

●que no conjunto da sociedade se trabalhe veementemente para a junção, a união, a efetiva participação de todos em defesa da vida dos brasileiros, em defesa da melhor condição de vida apesar da tragédia, de tal forma que a união nacional se realize a partir das ações da sociedade.

 

JG

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