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No dia 5 de junho, o meio ambiente é lembrado em todo mundo mais com preocupação na atual fase do modo de produção capitalista, do que em comemoração às possibilidades de manutenção e reprodução da vida que ele possibilita à humanidade.

É do meio ambiente que vem os insumos necessários à satisfação das necessidades básicas para sobrevivência dos seres vivos, da alimentação à respiração. Os avanços em sua exploração, com o desenvolvimento de ferramentas e tecnologias, deram a base necessária para o desenvolvimento humano até o gigantismo atual.

Na etapa presente do modo de produção capitalista impera o superconsumismo verificado principalmente nos países desenvolvidos, com Estados Unidos à frente, que coloca em dúvida a capacidade do meio ambiente suportar a demanda de insumos que dele é retirada.

A exaustão aparece a todos na poluição do ar e da água, no desmatamento, no aquecimento do globo, no desaparecimento de animais e outros males que comprometem a sustentabilidade da vida no planeta e o futuro das espécies, inclusive a humana.

A adaptação de vírus de animais selvagens ao organismo humano, como no caso do coronavírus, está diretamente ligada à degradação das florestas e tende a se repetir e acentuar, caso a quadro não seja revertido.

Apesar da produção exagerada, maior do que o necessário para suprir toda a humanidade, grande parte dela passe fome, não tem acesso a água potável e ao trabalho, o que se deve principalmente à ação das empresas que exaurem o meio ambiente em busca de lucros máximos, e por esse mesmo motivo demandam um modelo econômico indutor de profundas desigualdades e mazelas sociais.

 

O drama brasileiro

No Brasil hoje se expressam grupos que acreditam na terra plana, que as vacinas são uma farsa e que o aquecimento global não existe. O governo brasileiro, que sempre assinou os tratados de preservação, hoje os nega, fazendo coro aos interesses dos maiores destruidores do meio ambiente no planeta.

Assim como tem um ignorante no Ministério da Educação e uma defensora dos agrotóxicos na Agricultura, o Brasil tem um ecocida no Meio Ambiente. Sua índole foi escandalosamente exposta na fatídica reunião dos palavrões, cuja divulgação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal.

Ele afirmou que o governo deveria aproveitar que a imprensa está focada na Covid 19 para passar “a boiada” e fazer a simplificação regulatória que almeja. O Ministro estava falando em derrubar as limitações à exploração do meio ambiente impostas pela legislação ambiental no Brasil.

Isso é particularmente grave num país que viu as queimadas florestais crescerem absurdamente no principal bioma do planeta, o amazônico, com grande responsabilidade do governo que, desde a campanha eleitoral, incentiva a depredação do ambiente e o afrouxamento da legislação em nome da “produção”.

 

Educação e luta

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, a mensagem é pela união de todos em defesa das condições de vida no planeta, tanto ambientais quanto econômicas, e da democracia como forma de relação entre os grupos sociais e seus interesses, com um de governo capaz de combater a desigualdade e a destruição dos biomas.

A educação pode ajudar muito na conscientização dos atuais e futuros cidadãos, com inserção em seus Projetos Políticos Pedagógicos de conteúdos que abordem a sustentabilidade da vida no planeta e a relação disso com a destruição e a preservação do meio ambiente.

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 MeioAmbiente 2

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