Aconteceu no SINESP
Typography
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

A minuta de protocolo de volta às aulas que vazou na rede um dia depois do Secretário ter participado de audiência pública sobre o tema indica as intenções da SME!

A Secretaria Municipal de Educação se manteve surda para os educadores e os Sindicatos e cega para a realidade das escolas, praticando o cumpra-se unilateral, muitas vezes sem conexão com a realidade.

Desde março, o SINESP atua em conjunto com outros Sindicatos da educação para abrir diálogo, discussão e negociação das condições de trabalho em regime de plantão e em home office, das demandas crescentes dos Gestores e de decisões problemáticas, como a distribuição de cestas básicas nas escolas sem a garantia de segurança e sem uma logística própria.

Agora com a discussão do retorno, sob pressão dos sindicatos e também do Comitê de Crise organizado pela Comissão de Educação e pelas lideranças sindicais da categoria, o secretário aceitou se reunir com os sindicatos e participar de audiência pública na câmara.

Mas não veio para o diálogo.  Trouxe um pacote pronto, feito sem escuta, sem diálogo com os profissionais e seus sindicatos, sem considerar as carências estruturais das escolas que dificultam e até impedem a aplicação do plano.

Abaixo estão algumas observações sobre a minuta da SME, no que tange à ausência histórica de estrutura na RME para atender a demanda da capital com qualidade como vem sendo mostrado pela pesquisa do SINESP para o Retrato da Rede há mais de uma década.

 

Algumas observações sobre a minuta de protocolo de volta às aulas da SME

SME diz que o plano foi montado sob orientação da saúde. Coloca situações que, na imensa maioria, são de difícil aplicação prática.

Joga toda a responsabilidade para as escolas, inclusive questões estruturais, que envolvem verbas e manutenção e dependem das DREs e da SME. Sanitários, por exemplo, a diretriz é não deixar faltar material de higiene e garantir vasos e pias sem defeito.

Em nenhum local está dito que a SME garantirá manutenção das unidades com problemas estruturais, suprimento de materiais de higiene, número necessário de funcionários e fornecimento de itens de segurança (no caso das máscaras, dá a entender que é problema de cada aluno e profissional).

O plano da prefeitura está montado para, se algo der errado, o problema ser das equipes escolares, que são responsabilizadas por orientar adequadamente os profissionais, os alunos e as famílias.

Na real, a SME continua com o cumpra-se unilateral, cego e surdo, pois o Secretário se reunir com os Sindicatos e participou da audiência para informar suas decisões.

Para cumprir as diretrizes, as populações nas escolas terão de ser diminuídas pelo menos à metade, e a minuta não aponta quais seriam os critérios?

Organizar fluxos de entrada e saída, intervalos e refeições será quase impossível em muitas unidades.

O nível de atenção e trabalho aumenta muito; como dar conta com módulos incompletos e a falta crônica de funcionários?

Estes e outros aspectos dos temas (pedagógicos, saúde etc) serão aprofundados no SINESP Diálogos dessa sexta, 10 de julho, às 18h30, com Gestores da RME que estão na linha de frente e com a Drª em microbiologia Natália Pasternak – VEJA AQUI COMO PARTICIPAR!

BannerSiteLive VoltaAulas 2

Comentários   

# Maria Gilca Bezerra 09-07-2020 17:49
Espero que em meio a tantos questionamentos, esta live ajude a esclarecer mais alguns deles.
Responder | Responder com citação | Citar
# Regina Maria Lino de 09-07-2020 19:50
Afastamento dos funcionários do grupo de risco, como será? Falta de funcionários?
Responder | Responder com citação | Citar
# Ivone Simões Pimente 10-07-2020 07:48
Será feito testes nos funcionários e familiares das crianças atendidas nas unidades escolares?
Responder | Responder com citação | Citar
# Neusa Maria de Olive 10-07-2020 14:33
Eu repudio o retorno às aulas sem estrutura, responsabilidade e comprometimento das autoridades.
Na vdd estou confiante que não seja apenas mais uma live ...que realmente tenha resultado positivo por parte de todos que tem o poder de decidir ou impedir esse retorno.
Assim fica fácil, para esse nosso governo irresponsável, jogar para a escola resolver essa questão. Se eles tivessem empenhados e compromissados com a VIDA , jamais teriam lançado um protocolo desse nível. Esse ano o que as auto, vulgo , competentes deveriam equipar e preparadas unidades escolares para um retorno decente e responsypara 2021.
Responder | Responder com citação | Citar
# Karen Cristina 13-07-2020 19:21
Aqueles que são responsáveis para nós defender, por fins de interesse, mantiveram suas opiniões firmes, e querem declarar o retorno. Mas, será que estão pensando em cada família que sairá de sua casa para trabalhar conforme a "lei a obriga", rezando para não com contrair esse vírus "maldito".
Sabemos que muitos que já estão na comissão de frete estão indo embora (falecendo). Como todo "equipamento de proteção" para tentar não contrair o vírus e acabam enfrentando esse transtorno todo.
Peço que pensem direitinho, pois um dia a mídia diz que milhões e milhões de gente estão falecendo e de uma hora para outra, parece que está tudo bem, mesmo com os teste que ainda estão sob estudos e investigação, as mortes/fatalidades do nada, caíram.
Jogo político?
Não sei. Mas quero acreditar num país justo, e quando REALMENTE estiver tudo bem, voltaremos a exercer nossas funções.
Meu questionamento é igual de muitos... Será que estamos prontos para voltar?
Responder | Responder com citação | Citar

Adicionar comentário


0
0
0
s2sdefault