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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) acaba de publicar boletim em que atesta que a pandemia tem piorado e muito a situação já precária de mulheres e homen negros no mercado de trabalho, além de dificultar a inserção dos grupos menos favorecidos, de acordo com estudo do IBGE.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que mais de 6, 4 milhões de homens e mulheres negros saíram da força de trabalho – como ocupados ou desempregados, entre o 1º e o 2º trimestre de 2020, isto é, perderam ou deixaram de procurar emprego por acreditar não ser possível conseguir nova colocação. Entre os brancos, o número de pessoas nessa mesma situação chegou a 2,4 milhões.

>>> Confira como está a situação no Brasil, de acordo com os dados da Pnad Contínua:

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>>> Agora confira como está na região Sudeste:

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A mobilização do movimento sindical conseguiu proteger parte significativa dos empregos dos assalariados com carteira, com a Medida Provisória 936, mas cerca de 8 milhões de pessoas, a maioria negra, ficaram sem trabalho e sem renda. A importância do Auxílio Emergencial que, graças à intensa pressão do movimento sindical e social, foi definido inicialmente em R$ 600,00, garantiu certa dignidade a muitos.

Só que outros tantos não conseguiram receber a ajuda ou tiveram o pagamento liberado com bastante atraso. Para esses brasileiros, pobres, afastados dos direitos garantidos em lei pelo emprego, coube escolher entre a fome ou ir para rua buscar trabalho mesmo com a possibilidade de encontrar o vírus.

A desigualdade de inserção e de ocupação existe ainda, de forma acentuada, no mercado de trabalho brasileiro. Negros e negras enfrentam mais obstáculos para conseguir uma colocação, ganham menos e têm frequentemente inserção vulnerável e frágil.

A pandemia no Brasil explicitou e acentuou essa situação. Homens e mulheres negros, ocupados em situação de informalidade, no trabalho doméstico e sem vínculo legal, foram os que mais sofreram os efeitos da parada da economia brasileira por causa do coronavírus.

>>> Clique para ler o boletim do DIEESE na íntegra

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