Aconteceu no SINESP
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Para Márcia Simões (à esquerda na foto, em ação no FNDE dia 20 de fevereiro de 2020 - veja AQUI), vice-presidente do Conselho de Alimentação Escolar, Dirigente do SINESP e Diretora de Escola, os valores mensais repassados pela prefeitura por aluno estão fora da realidade das famílias de baixa renda e longe de permitir a dieta que as crianças necessitam!

 

A Folha de São Paulo publicou extensa reportagem, em sua edição dominical de 5 de abril de 2020, em que retrata as dificuldades impostas às famílias periféricas da cidade de São Paulo em situação de extrema pobreza, que vivem com menos de um quarto de salário mínimo (618 mil segundo dados mais recentes, de 2018), nesse período de necessário isolamento social.

Grande parte delas tem filhos na rede municipal de ensino. Crianças com acesso a até cinco refeições por dia nas escolas, que agora estão convivendo com quase nada.

A ação da Prefeitura de São Paulo para minimizar o problema impostos a essas famílias foi lançar uma ajuda a elas com valores mensais de R$ 55 para ensino fundamental, R$ 63 para pré-escola e R$ 101 para creches.

Entrevistada pelo jornal, Márcia deixou claro que os valores não são suficientes. Para ela, é impossível comprar os itens necessários para uma alimentação balanceada e saudável de uma criança do ensino fundamental por um mês com R$ 55. “Não dá para uma semana”, afirma.

Márcia critica a decisão da prefeitura quanto a valores e forma de acesso, tomada unilateralmente, sem participação dos organismos de controle social.

Para a Dirigente, a ação impossibilita ao gestor público entender com clareza as reais necessidades da população. Com isso age à margem do foco do problema e aquém da necessidade, como nesse caso, fragilizando a relação escola / comunidade.

Marcia reforça que a SME não consultou nem informou suas decisões e procedimentos aos Gestores Educacionais antes da publicização em coletivas de imprensa.

O SINESP cobra sistematicamente esse diálogo da Secretaria. Junto com 3 outros sindicatos, solicitou recentemente a formação de um comitê de crise com participação do governo, Conselho e Fórum Municipal de Educação e entidades sindicais para discussão dos encaminhamentos para o enfrentamento da pandemia. Mas a falta de democracia tem imperado nas ações governamentais!

Veja a reportagem da Folha de São Paulo:

Quarentena em São Paulo reduz dieta de crianças na periferia a arroz

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