Aconteceu no SINESP
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O momento inusitado e difícil chama a dividir para somar no combate à pandemia e à desigualdade. A alimentação escolar durante a pandemia e o atendimento das famílias com maior vulnerabilidade têm sido debatidos pelo SINESP, que cobra posicionamento da SME desde março. Além disso, o SINESP fortalece ações solidárias pelo direito de todos terem acesso a uma alimentação digna.

Faça sua parte! Junte-se a quem luta por você e por alimentação digna para TODOS!

No dia 4 de agosto de 2020, simultaneamente à Audiência Pública sobre o PL 452/20, foi realizada a reunião do Comitê de Crise Emergencial da Educação, que debateu sobre a alimentação escolar e o cartão merenda. 

O SINESP participou do debate junto com os demais sindicatos da Educação, membros da sociedade civil, Conselho de Representantes de Conselho de Escola - CRECE, representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE e os vereadores da Comissão de Educação, Cultura e Esportes da Câmara Municipal de Educação. A Secretaria Municipal de Educação não encaminhou representante. 

A Dirigente Sindical do SINESP e Vice Presidente do Conselho de Alimentação Escolar, Marcia Fonseca Simões, manifestou a importância da Lei 13.987 de 2020. Ela permite o uso dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar durante a pandemia e, diante das dificuldades que o Secretário de Educação diz ter para o uso destes recursos, propõs que seja imediatamente feita a instauração de um comitê de trabalho para dar andamento a esse uso.

O SINESP cobra sistematicamente diálogo por parte da Secretaria e, junto com 3 outros sindicatos, conseguiu a formação do comitê de crise. Mas, mesmo assim, a falta de democracia tem imperado nas ações governamentais!

"Com fome não rola nada" - Marcia Simões

O SINESP defende que os direitos das famílias sejam respeitados, e cobra que a Secretaria Municipal de Educação tenha real respeito pelos Gestores Educacionais e demais profissionais de Educação da RME. 

>>> Clique aqui e confira o documento completo apresentado na reunião 

>>> Veja o que diz a Lei 13.987 de 2020 

Pandemia avança e SINESP cobra da Prefeitura um programa eficiente de alimentação das famílias diante da nova realidade

O aumento do desemprego e uma crise econômica sem precedentes só pioram a situação dos mais vulneráveis. A merenda, garantida na escola antes da pandemia, deixou de chegar a todos e a Prefeitura ainda insiste em se manter cega à nova realidade, se baseando em cadastros pré-pandemia para fazer a distribuição.

 

marcia brasilia

Para Márcia Simões (à esquerda na foto, em ação no FNDE dia 20 de fevereiro de 2020 - veja AQUI), vice-presidente do Conselho de Alimentação Escolar, Dirigente do SINESP e Diretora de Escola, os valores mensais repassados pela Prefeitura por aluno estão fora da realidade das famílias de baixa renda e longe de permitir a dieta que as crianças necessitam!

A Folha de S. Paulo publicou extensa reportagem, em 5 de abril, em que retrata as dificuldades impostas às famílias periféricas da cidade de São Paulo em situação de extrema pobreza, que vivem com menos de um quarto de salário mínimo (618 mil segundo dados mais recentes, de 2018), nesse período de necessário isolamento social. Grande parte delas tem filhos na rede municipal de ensino. Crianças com acesso a até cinco refeições por dia nas escolas, que agora estão convivendo com quase nada.

A ação da Prefeitura de São Paulo para minimizar o problema imposto a essas famílias foi lançar uma ajuda a elas com valores mensais de R$ 55 para ensino fundamental, R$ 63 para pré-escola e R$ 101 para creches. Entrevistada pelo jornal, Márcia deixou claro que os valores não são suficientes. Para ela, é impossível comprar os itens necessários para uma alimentação balanceada e saudável de uma criança do ensino fundamental por um mês com R$ 55. “Não dá para uma semana”, afirma.

A dirigente do SINESP critica a decisão da Prefeitura quanto a valores e forma de acesso, tomada unilateralmente, sem participação dos organismos de controle social. Para ela, a ação impossibilita ao gestor público entender com clareza as reais necessidades da população. Com isso age à margem do foco do problema e aquém da necessidade, como nesse caso, fragilizando a relação escola/comunidade. Marcia reforça que a SME não consultou nem informou suas decisões e procedimentos aos Gestores Educacionais antes da publicização em coletivas de imprensa.

Apoio necessário a entidades idôneas para atender os mais vulneráveis

Diante do aumento de casos do novo coronavírus no Brasil e, principalmente, em São Paulo (SP), a orientação dos órgãos de saúde ainda é o isolamento em casa. Mas essa é uma possibilidade para poucos. Pessoas que vivem em situação de rua não têm esta opção. Os moradores de comunidades e bairros menos privilegiados da cidade sofrem com a precariedade das moradias, com falta de água e saneamento e grande concentração de pessoas em ruas apertadas e casas muito próximas e pequenas. 

Subempregados e informais precisam sair às ruas para garantir o alimento diário. Quem está empregado, muitas vezes tem de se sujeitar a um transporte público superlotado e precário para se manter no emprego.

O Portal do SINESP sempre apoiou projetos de entidades sérias e reconhecidas que atuam com pessoas em situação de rua na capital paulista e estão ativas na ajuda à prevenção ao coronavírus junto a essa população. Nesta época do ano, com a chegada da frente fria em São Paulo, essa população é a mais prejudicada e, muitas vezes, acaba correndo risco de morte por causa das baixas temperaturas. As doações sempre foram necessárias, mas agora estão salvando centenas de vidas. 

O SINESP também apoia campanhas direcionadas à população das periferias e favelas da cidade, que enfrentam enormes dificuldades frente à precariedade das moradias, à falta de água e ao desemprego que a atinge mais forte e dramaticamente que outros extratos sociais e territórios.

LEIA MAIS:

>>> Saiba como ajudar os mais vulneráveis e necessitados a enfrentarem a pandemia

Veja a reportagem da Folha de São Paulo:

Quarentena em São Paulo reduz dieta de crianças na periferia a arroz

 

 

 

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