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Nesta terça-feira, dia 8 de setembro, seguindo o cronograma de reabertura de escolas do Governo do Estado de São Paulo (veja AQUI) de acordo com o Plano São Paulo, 128 dos 645 municípios de São Paulo manifestaram interesse em retomar as atividades presenciais de reforço aos alunos nas escolas estaduais. Mesmo assim, a adesão da comunidade foi pífia.

De acordo com a Secretaria de Educação, cerca de 20% das cidades paulistas confirmaram a reabertura das escolas seguindo essa determinação (veja AQUI). Em Taubaté, por exemplo, mesmo com as escolas abertas, nenhum estudante retornou às aulas (veja AQUI). Cotia, cidade da Grande São Paulo, havia anunciado a intenção de retomar as atividades presenciais, mas voltou atrás e decidiu suspender a reabertura das escolas até o ano que vem (veja AQUI). 

"Com poucos ou nenhum aluno e cercadas de cuidados, escolas públicas e privadas do Estado de São Paulo reabriram nesta terça-feira, 8 pela primeira vez depois de quase seis meses fechadas por causa da pandemia. Segundo o governo, 200 escolas da rede estadual retomaram as atividades nesta terça, mas só 10% a 15% dos estudantes foram às unidades", informa reportagem do Estadão (veja AQUI).

O Dr. Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa, no programa SINESP Diálogos, exibido no final de julho (veja AQUI), apresentou um quadro com projeção da pandemia para os próximos meses e análise das implicações de uma eventual reabertura das escolas para a saúde e a vida dos profissionais e dos alunos da RME e também para a comunidade.

O sanitarista foi enfático: Nesse momento eu não vejo razão para voltar as aulas. O retorno às aulas é um erro, um risco desnecessário, já que temos no horizonte uma vacina.

SINESP defende a volta das aulas presenciais somente em 2021, quando houver condições de segurança garantidas, com vacina e medicamentos disponíveis, taxa de contaminação controlada e ações do governo que resolvam pendências das escolas como a falta de infraestrutura física e humana. 


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Inquérito sorológico e previsões da OMS comprovam a impossibilidade de reabrir escolas neste ano


OCDE vê parâmetro crítico no Brasil por conta de tamanho das turmas

No relatório anual Education At Glance, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o chamado "clube dos países ricos" avalia aspectos da educação de seus 38 países-membros e de países parceiros, que é o caso do Brasil (veja AQUI). o estudo revela que o Brasil é o país que mantém escolas fechadas por mais tempo por conta da pandemia.

O tamanho das turmas é, segundo a OCDE, "um parâmetro crítico" para a reabertura das escolas, já que "países com turmas menores podem ter mais facilidade em cumprir com as novas exigências de distanciamento social".

Nesse ponto, o Brasil tem uma situação mais desafiadora que a maioria da OCDE: aqui, o tamanho médio das turmas dos anos iniciais do ensino fundamental é de 24 alunos nas escolas públicas, contra 21 na média de países da organização. Esse número sobe para 28 alunos por turma nos anos finais do ensino fundamental (contra média de 23 na OCDE)

OCDE

Escolas como ambientes de ampliação de contágio

As escolas podem se tornar ambientes de ampliação das taxas de contágio do novo coronavírus, de segundas e terceiras ondas. Casos recentes em Manaus, por exempo, acenderam o sinal de alerta. Vinte dias depois da abertura, 340 professores testaram positivo para a Covid-19 (veja AQUI).

O distrito escolar do condado de Cherokee, no norte da Geórgia, nos Estados Unidos, encaminhou 826 estudantes e 43 professores para quarentena de duas semanas após novos casos do novo coronavírus. A medida foi tomada apenas seis dias depois da reabertura das escolas do condado (veja AQUI). 

Isso também ocorreu em países como Israel, que teve de voltar atrás duas semanas depois de reabrir as escolas (veja AQUI), ou nos EUA, que registraram aumento de 40% nos casos de coronavírus entre crianças após a volta parcial das aulas (veja AQUI). A França fechou 22 escolas por casos de covid-19 três dias após volta às aulas (veja AQUI).

Casos como esses levaram o CDC (sigla para Centros de Controle e Prevenção de Doenças), principal órgão de saúde dos Estados Unidos, a emitir relatório que indica que o novo coronavírus pode se espalhar mais facilmente nas escolas — em um cenário de volta às aulas — do que se pensava até aqui e alerta para os riscos de uma reabertura escolar (veja AQUI

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