Aconteceu no SINESP
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O Comitê Nobel da Noruega revelou na última sexta-feira, dia 9 de outubro, que o prêmio Nobel da Paz de 2020 vai para o Programa Mundial de Alimentos (PMA), agência da ONU que provê assistência alimentar a pessoas em extrema situação de insegurança alimentar. 

O Brasil, que se destacou em 2013 por ter saído do Mapa da Fome (relação de países que têm mais de 5% da população ingerindo menos calorias que o recomendável), corre o risco de voltar a integrar a lista, de acordo com alerta feito em 2019 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O SINESP luta incessantemente para defender o direito à alimentação escolar aos mais de um milhão de estudantes matriculados nas escolas municipais da cidade de São Paulo. Participa desde a criação do Conselho de Alimentação Escolar da Cidade de São Paulo (CAE), colegiado deliberativo de controle social, que teve atuação decisiva para garantir o cumprimento da Lei 13.987 - que determina a distribuição de alimentos aos estudantes das escolas municipais durante a pandemia usando recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar.


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Nobel

Em 2020, relatório da FAO destaca o Programa Nacional de Alimentação Escolar no Brasil, por ter aumentado a quantidade de frutas e vegetais oferecida aos estudantes e ter reduzido a presença de alimentos altamente processados, além de ter incentivado as compras de pequenos produtores locais.

>>> Clique aqui para ler o Relatório da FAO de 2020 na íntegra

No entanto, faz um novo alerta: "é provável que a segurança alimentar e o estado nutricional dos grupos populacionais mais vulneráveis ​​se deteriorem ainda mais devido aos impactos socioeconômicos e de saúde da pandemia". Relatório do IBGE publicado em 2018 já indicava 13,5 milhões de brasileiros vivendo em extrema pobreza.

>>> IBGE identifica que 13,5 milhões de brasileiros ainda vivem com menos de R$ 8 por dia

PMA é pautado pelo 2º Objetivo Global Para o Desenvolvimento Sustentável (ODS)

O PMA atende diariamente 100 milhões de pessoas com uma frota de 100 aviões, 40 navios, caminhões e helicópteros e teve suas ações dificultadas com o fechamento de fronteiras e com a entrada de mais pessoas em situação vulnerável durante a pandemia da Covid-19.

Criado em 1961, o trabalho do programa reconhecido pelo Nobel neste ano é pautado pelo 2º Objetivo Global Para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) - erradicar a fome, promover a segurança alimentar e melhorar a nutrição da população global. As ações são voltadas primeiramente para comunidades vulneráveis - dois terços delas, em áreas de conflito. Levantamentos da própria organização apontam que 15 bilhões de refeições são distribuídas pelo programa anualmente.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um apelo universal da Organização das Nações Unidas à ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e assegurar que todas as pessoas tenham paz e prosperidade.

​No pronunciamento publicado em Oslo, na Noruega, o comitê destaca o trabalho do PMA lidando com a fome. Essas ações também “lançaram as bases para a paz em nações onde ocorrem guerras”.

Na primeira reação da agência ao anúncio, em rede social, o PMA realça que este é um poderoso lembrete para o mundo: "que a paz e a erradicação da fome andam de mãos dadas".

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