Aconteceu no SINESP
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Em reunião na terça, 01 de setembro, o SINESP juntamente com outros Sindicatos, vereadores, e entidades participantes do Comitê de Crise da Educação da Câmara Municipal discutiram a entrega ao Secretário de Educação de documento com a posição do Comitê, pela reabertura das escolas da RME só em 2021!
Comissão de Educação convocará SME para esclarecimentos!

O documento oficializando a posição do Comitê sobre a situação estrutural das escolas e a impossibilidade de reabertura neste ano, centrado na preservação da saúde e da vida de educadores e educandos, seria entregue à Secretaria Municipal de Educação na quinta, 27 de agosto. Mas a Secretaria se recusou a recebê-lo.

Por isso o Comitê debateu a necessidade de tornar o documento oficial e de garantir que o Secretário o receba e discuta com os representantes dos Sindicatos, da comunidade escolar e Vereadores que compõem o Comitê de Crise da Educação.

Ação do SINESP

O presidente do SINESP Luiz Carlos Ghilardi e a dirigente Márcia Fonseca Simões se manifestaram na reunião.

Para Luiz, é muito preocupante a recusa da SME em receber o documento do Comitê, bem como as falas do prefeito, de que decidirá sobre o retorno das aulas em 15 de setembro, e do Secretário, de que a rede está preparada. E questionou: “O que é a rede estar preparada na visão do Secretário, algo que não vem sendo sentido por quem está no dia a dia nas Unidades Educacionais?”

Por isso a oficialização do documento e a convocação do Secretário são essenciais. Nesse sentido, o encaminhamento aprovado na reunião foi pautar a discussão na reunião da Comissão de Educação, Cultura e Esportes que será realizada quarta-feira, 02 de setembro de 2020.

É uma forma de garantir que o documento seja publicado no Diário Oficial da Cidade. 

Essas explicações se tornaram ainda mais urgentes frente à Resolução 61/20 da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, publicada nessa terça, 01 de setembro, que abre possibilidades para o retorno parcial em outubro e deixa a decisão aos municípios.

O Documento elaborado pelos membros do Comitê será complementado com posição do Sinpro, Sindicato dos professores da rede privada, que foi representado na reunião e solicitou a inclusão da preocupação com as condições dessas escolas no documento, porque a maioria massacrante não está preparada para um retorno, assim como a rede pública.

Também será acrescido posicionamento sobre os novos Centros Educacionais Unificados. Nas reuniões setoriais da educação o Secretário Bruno Caetano tem se manifestado em defesa da tercerirização das Gestões (Cultura e Esportes) dos espaços coletivos dos novos 12 CEUs.

Confira aqui o documento elaborado pelo Comitê 

Alimentação pra todos

Já Márcia, que também é Vice  Presidente do Conselho de Alimentação Escolar - CAE, questionou a ação da SME. Lembrou que essa alimentação é um direito constitucional que prevê sua garantia para todos os alunos da rede pública.

Na cidade de São Paulo, cerca de 500 mil famílias se inscreveram no cadastro da Secretaria na fase que terminou em 09 de agosto e apenas 97 mil foram aceitos, sendo os demais cadastros recusados por vários motivos. retirando o real direito das famílias.

Matéria do G1 (veja aqui) detalha os problemas existentes com toda a logística e sistemática da SME fazendo o cartão merenda liderar os casos de problemas na Ouvidoria da Prefeitura de São Paulo

A nova fase de cadastros continua a não ser uma universalização uma vez que exige um pedido prévio pelas famílias, desconsiderando toda situação de fragilização sócio econômica existente. 

Secretário declara à Imprensa que a Rede está preparada

Recentemente o Secretário falou em entrevista à TV Gazeta (veja AQUI) que as escolas estão prontas para o retorno, só aguardando a liberação da Saúde

Apesar de tentar negar, a SME mantém uma postura de falta de negociação efetiva com as entidades sindicais, Profissionais de Educação, comunidade escolar e com os vereadores.

Já foi anteriormente criticada a postura de SME em divulgar informes de suas decisões pela imprensa, o que é catastrófico para os gestores escolares, que são surpreendidos com questionamentos das famílias sem nem saber do que se trata e sem diretriz adequada quanto ao que fazer.

O Secretário Bruno Caetano desconsidera a realidade mostrada pelo Retrato da Rede elaborado pelo SINESP e reafirmada pelos gestores nas lives com as DREs. Pesquisa e falas expressam a falta de estrutura das escolas, material e humana, as inadequações dos prédios para organizar entrada e saída, ventilação dos espaços, a impossibilidade de manter o distanciamento entre as crianças e delas com os educadores, entre outras questões.

O governo expôs suas reais intenções ao impor a Lei 17.437 ( PL 452/20), que cria meios para ampliar a terceirização e a contratação emergencial na educação, e deve ser combatida para que não prospere.

Já o Prefeito afirmou em entrevista ao G1 (veja AQUI) que dia 15 de setembro decidirá sobre o retorno das aulas neste ano ou só em 2021, após os resultados da segunda e a terceira etapas do inquérito, com crianças das redes estadual e privada.

Bruno Covas e o Secretário Bruno Caetano reconheceram nas entrevistas que o resultado da primeira fase do inquérito sorológico, feito com estudantes da rede municipal, impede o retorno agora. Ele apontou infecção em 16,1% das crianças. Dessas, 65% são assintomáticas e 25% convivem com pessoas com 60 anos ou mais.

Confira o vídeo com as declarações de Luiz e Márcia

A Diretoria do SINESP  continuará envidando todos os esforços para deixar claro ao poder público que reabrir escolas ainda neste ano é uma temeridade que não deve ser desafiada.

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