Aconteceu no SINESP
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O funcionamento da economia continua mais importante que a preservação da vida para o governo e a prefeitura de São Paulo, pois frente ao atual crescimento da pandemia com recorde de internações em UTIs e de óbitos por dia e da lotação das vagas nos hospitais, inventam um “toque de restrição” e mantêm o plano de reabrir escolas!

Enquanto outras cidades suspendem aulas e entram na justiça para antecipar a vacinação dos profissionais de educação, e na Europa governos voltam atrás e fecham escolas frente à enorme taxa de contaminação entre crianças e educadores, São Paulo segue ignorando a realidade e fazendo de conta que não vê a greve da categoria, que cresce a cada dia e ganha apoio da população.

O problema de todo o estado é concreto. Nesta semana, foi batido o recorde de internações em UTIs devido à Covid-19 desde o começo da pandemia, em fevereiro do ano passado.

Na quinta, 25 de fevereiro, foram registradas 1.582 novas mortes em 24 horas e o dia mais letal desde o início da pandemia. Com isso, o país passa de 252 mil vidas perdidas, consolidando-se como o segundo país no mundo a registrar o maior número de mortos pela covid, atrás apenas dos Estados Unidos com 504.738.

Quando o esperado era o anúncio de um toque de recolher ou lockdown, e de medidas de conscientização para combater o pior índice de isolamento social desde o início da poandemia, veio uma medida de eficácia limitada, batizada de toque de restrição.

Na prática, pouco muda em relação ao que já existe. Em seu anúncio confuso, o governo disse que apenas aumentará a fiscalização de aglomerações. Com isso continuará incentivando a população a agir como se estivesse tudo resolovido, espelhando a irresponsabilidade de seus governantes.

O que os governos estão fazendo é populista e insano!

Cedem a pressões políticas e econômicas, com um olho nas eleições e outro nos interesses do empresariado. E deixam o povo abandonado, com campanha de vacinação em ritmo lento, quase parando, que exigirá quatro anos para imunizar a população, enquanto variantes do vírus proliferam pelo país.

O isolamento social ainda é uma das poucas medidas eficazes para conter a transmissão da doença, como afirmam os especialistas. Para um Deles, o Dr. Miguel Nicolellis, “o Brasil precisa aumentar o número de pessoas vacinadas por dia e instituir, simultaneamente, lockdown por entre duas e quatro semanas, exatamente como o Reino Unido fez".

De fato, o argumento mais recente em favor das restrições vem do Reino Unido e de Israel, onde lockdowns derrubaram a taxa de infecção, associados a campanhas agressivas de vacinação, algo de que o Brasil está bastante distante.

Se dependesse só de integrantes do centro de contigência da Covid-19 de São Paulo, o estado teria feito lockdown generalizado já no fim do ano passado, ou ao menos ampliado mais o uso da fase vermelha do Plano SP.

E eles estão corretos, mesmo se for considerada a economia antes da saúde, pois já está provado que quando mais o a pandemia demora a ser erradicada, mais profunda e duradoura é a crise econômica.

E a prefeitura insiste em manter a reabertura das escolas!

Por isso tudo é preciso reafirmar as reivindicações da categoria na greve pela vida:

1 – que o retorno previsto em calendário escolar (planejamento e retorno dos alunos) se dê exclusivamente por meio de atividades remotas;

2 –estabelecimento imediato de teletrabalho para Gestores Educacionais, Quadro de Apoio e Analistas;

3 – adoção de logística adequada para a distribuição de multimeios tecnológicos, entre outros, que não envolvam as Unidades Educacionais, em cumprimento ao artigo 3º do Decreto 59283/20, bem como a segurança territorial da unidade educacional;

4 -vacinação de todos os Profissionais de Educação, já que o Governo Municipal possui recursos em caixa para aquisição de vacinas, já autorizadas pela Anvisa, ainda que de forma emergencial;

5 - testagem em massa, para isolamento social e com controle e mapeamento, inclusive de mutações que possam surgir;

6 - equipamento de proteção individual - EPI de qualidade, em quantidade suficiente, em conformidade com as Normas Técnicas da Organização Mundial da Saúde;

7 - suporte social às famílias dos estudantes da rede municipal, do ensino infantil ao ensino médio, inclusive na modalidade de Educação de Jovens e Adultos;

8 - a não transferência de responsabilidade às famílias, em casos de possíveis infecções, o que já é previsto pela SME quando cita, na Instrução Normativa 01/21, a elaboração da "Planilha da Morte", como chamamos;

9 - a alteração do Anexo I, da Instrução Normativa 01/21, que trata das comorbidades que garantem a permanência em trabalho remoto, em consonância com o Decreto 59.283/20. Entendemos que uma instrução normativa deve ater-se em seu conteúdo de questões presentes em legislações anteriores e não apontar rigidez em seu texto para além do que consta no Decreto;

10 – Revogação do prazo de 15 de março de 2021 para entrega de declarações médicas que impõe uma situação que não contempla a realidade dos serviços médicos para o real atendimento dos Profissionais de Educação.

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